Parto sem sentir saudade, parto sem olhar para trás, meu coração reflete a dor da desilusão do amor não sentido, da critica mordaz, dos altos e baixos da relação, da constância do azedume e do fel cobrados e dados diariamente, coração cansado de esperar, de esperançar, parto para outro mundo sem morrer de rancor, parto para outro amor, pois a vida se renova e aqueles passarão, enquanto eu passarinho.
Dia a Dia
Este Blog, tem a finalidade de divulgar notícias, textos, idéias e ideais que possam contribuir para uma vida melhor. Para contribuir mande um e-mail para: paginadia@gmail.com
10 Março 2009
22 Dezembro 2008
Intemperies
Avesso ao acerto do acaso ou seria desacerto do ocaso.
Nuvem cobrindo tudo, sol que cobre a nuvem, que ilumina a Lua.
Mar profundo, mar raso, testemunha do ocaso ou seria acaso.
Rio que corre corredeira, que desce cachoeira e encontra o ocaso.
Ocaso que não é acaso, oceano que não é mar, nuvem que não é chuva, sol que não é estrela, pena que não é pluma.
Vento brisa ar oceano de ar.
Nuvem cobrindo tudo, sol que cobre a nuvem, que ilumina a Lua.
Mar profundo, mar raso, testemunha do ocaso ou seria acaso.
Rio que corre corredeira, que desce cachoeira e encontra o ocaso.
Ocaso que não é acaso, oceano que não é mar, nuvem que não é chuva, sol que não é estrela, pena que não é pluma.
Vento brisa ar oceano de ar.
29 Julho 2008
Porque Estou Aqui?
Uma Noite Mullá Nasrudin caminhava por uma rua. A rua estava deserta e de repente se deu conta de que uns homens a cavalo, uma espécie de tropa se dirigia até ele. Sua mente começou a trabalhar. Pensou que podiam ser assaltantes, que podiam matá-lo. Ou que podiam ser soldados do rei e podíam levá-lo para prestar serviço militar ou qualquer outra coisa. Se assustou e quando os cavalos e o ruído que formavam se aproximaram, se pôs a correr e entrou em um cemitério e para esconder-se jogou-se em uma tumba aberta.
Ao ver aquele homem correndo, os cavaleiros que eram simples viajantes, se deram conta do que havia acontecido. Correram atrás do Mullá Nasrudin até a tumba onde estava. Ele jazia com os olhos fechados como se estivesse morto. O que lhe aconteceu? Porquê você se assustou tão de repente? Qual o problema?
Então Mullá Nasrudin se deu conta de que havia assustado a si mesmo sem motivo. Abriu seus olhos e disse: "É algo muito complexo, muito complicado. Se insistis em perguntar-me porque estou aqui, eu lhes direi. Estou aqui por vossa culpa e vocês estão aqui por minha culpa".
__________________________________________________________________________________
É um circulo vicioso. Se tens desejos, tu irás ao futuro e isto criará um circulo vicioso. Quando este futuro se converter em presente, de novo você irá ao futuro. Hoje pensarei em amanhã; isto se converterá em um hábito. Amanhã nunca chegará. Não pode chegar é impossível. Quando chega é de novo o hoje e foi criado o hábito de ir sempre do hoje ao amanhã. Por isso quando o amanhã chega, chega como hoje e logo me vou de novo ao amanhã. É uma cadeia! E quanto mais a alimentares, mais eficiente te empenharás em completa-la. E o amanhã nunca chega. O que chega sempre é hoje, e com o hoje não tens nenhuma relação. Estabeleces um mecanismo: devido ao que é hoje, partes.
"extraído de Cuentos de Nasrudin - Idries Shah"
Ao ver aquele homem correndo, os cavaleiros que eram simples viajantes, se deram conta do que havia acontecido. Correram atrás do Mullá Nasrudin até a tumba onde estava. Ele jazia com os olhos fechados como se estivesse morto. O que lhe aconteceu? Porquê você se assustou tão de repente? Qual o problema?
Então Mullá Nasrudin se deu conta de que havia assustado a si mesmo sem motivo. Abriu seus olhos e disse: "É algo muito complexo, muito complicado. Se insistis em perguntar-me porque estou aqui, eu lhes direi. Estou aqui por vossa culpa e vocês estão aqui por minha culpa".
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É um circulo vicioso. Se tens desejos, tu irás ao futuro e isto criará um circulo vicioso. Quando este futuro se converter em presente, de novo você irá ao futuro. Hoje pensarei em amanhã; isto se converterá em um hábito. Amanhã nunca chegará. Não pode chegar é impossível. Quando chega é de novo o hoje e foi criado o hábito de ir sempre do hoje ao amanhã. Por isso quando o amanhã chega, chega como hoje e logo me vou de novo ao amanhã. É uma cadeia! E quanto mais a alimentares, mais eficiente te empenharás em completa-la. E o amanhã nunca chega. O que chega sempre é hoje, e com o hoje não tens nenhuma relação. Estabeleces um mecanismo: devido ao que é hoje, partes.
"extraído de Cuentos de Nasrudin - Idries Shah"
13 Setembro 2007
Poesia de Rumi
Dia 30 de setembro será o 800º aniversário do nascimento de Rumi. Que nasceu em 1207 em Balkh, atual Afeganistão. Abaixo uma pequena amostra de suas poesias (enviado por Arnaldo):
Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.
Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode isto ser segredo para ti?
Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo - um punhado de pó -
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Não durmas,
senta com teus pares
A escuridão oculta a água da vida.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz;
não te afastes pois da companhia de teus pares.
Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.
Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Oh, dia, levanta! Os átomos dançam,
As almas, loucas de êxtase dançam.
A abóbada celeste, por causa deste Ser, dança,
Ao ouvido te direi aonde a leva sua dança.
Ontem à noite, confidencialmente, eu disse a um velho sábio:
- Não me esconda nada dos segredos do mundo!
Muito docemente, ele me disse ao ouvido:
- Podemos compreender, mas não exprimir!
Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!
Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.
E eu agarro esta cabeleira de mil tranças.
Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça,
Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.
Ele chegou... Chegou aquele que nunca partiu;
Esta água nunca faltou a este riacho
Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?
Se busco meu coração, o encontro em teu quintal,
Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo.
Se bebo água, quando estou sedento
Vejo na água o reflexo do teu rosto.
Sou medido, ao medir teu amor.
Sou levado, ao levar teu amor.
Não posso comer de dia nem dormir de noite.
Para ser teu amigo
Tornei-me meu próprio inimigo.
Teu amor me tirou de mim.
De ti, preciso de ti
Noite e dia, eu queimo por ti.
De ti, preciso de ti.
Não posso dormir quando estou contigo
por causa de teu amor.
Não posso dormir quando estou sem ti
por causa de meu pranto e gemidos.
Passo as duas noites acordado
mas, que diferença entre uma e outra!
Não temos nada além do amor.
Não temos antes, princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
- Louco, é assim o amor.
Colhe-me, colhe-me, colhe-me!
À noite, pedi a um velho sábio
que me contasse todos os segredos do universo.
Ele murmurou lentamente em meu ouvido:
- Isto não se pode dizer, isto se aprende.
A fé da religião do Amor é diferente.
A embriaguez do vinho do Amor é diferente.
Tudo que aprendes na escola é diferente.
Tudo que aprendes do Amor é diferente.
- Vem ao jardim na primavera, disseste.
- Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.
Que posso fazer com tudo isso sem ti?
E, se estás aqui, para que preciso disso?
Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.
Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode isto ser segredo para ti?
Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo - um punhado de pó -
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Não durmas,
senta com teus pares
A escuridão oculta a água da vida.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz;
não te afastes pois da companhia de teus pares.
Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.
Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Oh, dia, levanta! Os átomos dançam,
As almas, loucas de êxtase dançam.
A abóbada celeste, por causa deste Ser, dança,
Ao ouvido te direi aonde a leva sua dança.
Ontem à noite, confidencialmente, eu disse a um velho sábio:
- Não me esconda nada dos segredos do mundo!
Muito docemente, ele me disse ao ouvido:
- Podemos compreender, mas não exprimir!
Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!
Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.
E eu agarro esta cabeleira de mil tranças.
Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça,
Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.
Ele chegou... Chegou aquele que nunca partiu;
Esta água nunca faltou a este riacho
Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?
Se busco meu coração, o encontro em teu quintal,
Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo.
Se bebo água, quando estou sedento
Vejo na água o reflexo do teu rosto.
Sou medido, ao medir teu amor.
Sou levado, ao levar teu amor.
Não posso comer de dia nem dormir de noite.
Para ser teu amigo
Tornei-me meu próprio inimigo.
Teu amor me tirou de mim.
De ti, preciso de ti
Noite e dia, eu queimo por ti.
De ti, preciso de ti.
Não posso dormir quando estou contigo
por causa de teu amor.
Não posso dormir quando estou sem ti
por causa de meu pranto e gemidos.
Passo as duas noites acordado
mas, que diferença entre uma e outra!
Não temos nada além do amor.
Não temos antes, princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
- Louco, é assim o amor.
Colhe-me, colhe-me, colhe-me!
À noite, pedi a um velho sábio
que me contasse todos os segredos do universo.
Ele murmurou lentamente em meu ouvido:
- Isto não se pode dizer, isto se aprende.
A fé da religião do Amor é diferente.
A embriaguez do vinho do Amor é diferente.
Tudo que aprendes na escola é diferente.
Tudo que aprendes do Amor é diferente.
- Vem ao jardim na primavera, disseste.
- Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.
Que posso fazer com tudo isso sem ti?
E, se estás aqui, para que preciso disso?
10 Setembro 2007
Amazonia Uma região de poucos
Amigos,
É absurdo o que, nos dias de hoje, ainda acontece em nosso País, este Vídeo é revelador.
http://www.youtube.com/watch?v=q9esNX7bzHY&eurl
É absurdo o que, nos dias de hoje, ainda acontece em nosso País, este Vídeo é revelador.
http://www.youtube.com/watch?v=q9esNX7bzHY&eurl
02 Setembro 2007
Dois Contos de Nasrudin
AS ARMAS DO MULLÁ
Mullá Nasrudin iniciou uma viagem até terras distantes, motivo pelo qual conseguiu uma espada e uma lança. No caminho, um bandido cuja única arma era um bastão, se lançou sobre ele e roubou seus pertences.
Quando chegou a cidade mais próxima, O Mullá contou sua desgraça a seus amigos, que lhe
perguntaram como ele, armado com uma espada e uma lança, não havia podido dominar a um ladrão armado com um modesto bastão.
Ele replicou: O problema foi precisamente que eu tinha as duas mãos ocupadas, uma com uma espada e a outra com uma lança. Como crêem vocês que poderia eu sair vitorioso?
A interpretação desta história se mostra evidente ao conhecer outra acerca do erudito.
O ERUDITO
Mullá Nasrudin conseguiu trabalho como barqueiro. Certo dia, transportando a um erudito, o homem lhe pregunta:
- Você conhece a gramática?
- Não, em absoluto – responde Nasrudin.
- Bem permita dizer-lhe que você perdeu a metade de sua vida – replica com desden o erudito.
Pouco depois, o vento começa a soprar e a barca está a ponto de ser tragada pelas ondas. Justo antes de ir a pique, O Mullá pregunta a seu passageiro: - Você sabe nadar?
- Não! - responde aterrorizado, o erudito.
-Bem, permita-me dizer que você perdeu toda a sua vida!
Esta segunda história se relaciona diretamente com a anterior.
Nos diz: De que serve ter um conhecimento si não sabemos aplicá-lo a realidade? Em outras palavras de que serve nos amarmos de um saber inútil? Depois de haver lido ambas as histórias me pergunto: Que é? De que falo? É necessário instruir-se? Se é importante fazê-lo, porém temos de indagar de que serve o conhecimento adquirido e saber desfazermos do que é inútil. Por minha parte prefiro utilizar o conhecimento para desenvolver uma técnica pessoal que conheça a fundo e se aplique a realidade, em vez de colecionar milhões de conhecimento que nunca são aplicados.
De que servem todas as teorias sobre a sexualidade, o amor, o bem, a oração, ...., se jamais a aplicou?
É como esconder-se atrás deste saber, para não fazer nada.
Extraído do Livro: "Cuentos de Nasrudin" de Idries Shah
Mullá Nasrudin iniciou uma viagem até terras distantes, motivo pelo qual conseguiu uma espada e uma lança. No caminho, um bandido cuja única arma era um bastão, se lançou sobre ele e roubou seus pertences.
Quando chegou a cidade mais próxima, O Mullá contou sua desgraça a seus amigos, que lhe
perguntaram como ele, armado com uma espada e uma lança, não havia podido dominar a um ladrão armado com um modesto bastão.
Ele replicou: O problema foi precisamente que eu tinha as duas mãos ocupadas, uma com uma espada e a outra com uma lança. Como crêem vocês que poderia eu sair vitorioso?
A interpretação desta história se mostra evidente ao conhecer outra acerca do erudito.
O ERUDITO
Mullá Nasrudin conseguiu trabalho como barqueiro. Certo dia, transportando a um erudito, o homem lhe pregunta:
- Você conhece a gramática?
- Não, em absoluto – responde Nasrudin.
- Bem permita dizer-lhe que você perdeu a metade de sua vida – replica com desden o erudito.
Pouco depois, o vento começa a soprar e a barca está a ponto de ser tragada pelas ondas. Justo antes de ir a pique, O Mullá pregunta a seu passageiro: - Você sabe nadar?
- Não! - responde aterrorizado, o erudito.
-Bem, permita-me dizer que você perdeu toda a sua vida!
Esta segunda história se relaciona diretamente com a anterior.
Nos diz: De que serve ter um conhecimento si não sabemos aplicá-lo a realidade? Em outras palavras de que serve nos amarmos de um saber inútil? Depois de haver lido ambas as histórias me pergunto: Que é? De que falo? É necessário instruir-se? Se é importante fazê-lo, porém temos de indagar de que serve o conhecimento adquirido e saber desfazermos do que é inútil. Por minha parte prefiro utilizar o conhecimento para desenvolver uma técnica pessoal que conheça a fundo e se aplique a realidade, em vez de colecionar milhões de conhecimento que nunca são aplicados.
De que servem todas as teorias sobre a sexualidade, o amor, o bem, a oração, ...., se jamais a aplicou?
É como esconder-se atrás deste saber, para não fazer nada.
Extraído do Livro: "Cuentos de Nasrudin" de Idries Shah
29 Agosto 2007
Linux !!!
Há alguns meses, vinha namorando a possibilidade de utilizar o Linux como meu sistema operacional. Nesta interação fui entrando aos poucos num mundo totalmente novo e fascinante de descobertas e desafios. Descobri que o Linux é mais do que uma ferramenta de trabalho, é uma filosofia. O que ele representa é magnífico, representa a possibilidade de inclusão social, acesso fácil e gratuito à informação e softwares de primeira linha para pessoas de baixa renda. As pessoas que conheço utilizam o Windows e todos sem exceção, piratas.
O uso do Linux possibilita a desmarginalização de milhares de pessoas. A grande dificuldade que existe ainda para massificação do seu uso, é decorrência do domínio do Windows durante muitos anos, o que de certa forma contribuiu para o emburrecimento e acomodação dos seus usuários, que utilizam o computador sem a mínima noção dos processos que geram os resultados na tela ou de como resolver o mais simples problema de configuração.
Há trinta dias adotei definitivamente o Linux. Confesso que ralei muito, pesquisando soluções e adequando o sistema às minhas necessidades. Mais tudo sempre me foi muito prazeroso e no final a sensação gostosa de realizar e ver o resultado do que foi aprendido. A todos vocês que não conhecem a filosofia Linux, um conselho: Experimentem!
O uso do Linux possibilita a desmarginalização de milhares de pessoas. A grande dificuldade que existe ainda para massificação do seu uso, é decorrência do domínio do Windows durante muitos anos, o que de certa forma contribuiu para o emburrecimento e acomodação dos seus usuários, que utilizam o computador sem a mínima noção dos processos que geram os resultados na tela ou de como resolver o mais simples problema de configuração.
Há trinta dias adotei definitivamente o Linux. Confesso que ralei muito, pesquisando soluções e adequando o sistema às minhas necessidades. Mais tudo sempre me foi muito prazeroso e no final a sensação gostosa de realizar e ver o resultado do que foi aprendido. A todos vocês que não conhecem a filosofia Linux, um conselho: Experimentem!
Nasrudin - O Papagaio e o Corvo
Numa linda manhã de domingo, Mulla Nasrudin passeava no mercado.
Qual não foi sua surpresa ao deparar com seu amigo Yussuf: este segurava uma gaiola com um pequeno papagaio, cujo preço de venda era três peças de ouro!
Escandalizado, o Mulla gritou:
-- Yussuf, como se atreve a pedir tal soma por um mísero papagaio?
Yussuf encarou Nasrudin severamente e disse:
-- Fique sabendo, Mullá, que eu peço um preço justo. Este não é um pássaro qualquer: ele fala!
Sem saber o que responder, Mullá seguiu seu caminho.
Uma hora mais tarde, grande foi a surpresa de Yussuf quando viu seu amigo Mullá instalar--se ao seu lado, trazendo uma gaiola com um velho corvo.
Pregado à gaiola, um letreiro anunciava o preço: doze peças de ouro!
-- Ladrão! Escroque! -- gritou Yussuf, vermelho de raiva.
-- Você não tem vergonha de pedir um preço desses por um velho corvo depenado?
-- Não -- respondeu calmamente Mullá Nasrudin. -- É verdade que é um corvo velho, é verdade que ele não fala, mas este não é um pássaro qualquer: ele pensa!
Qual não foi sua surpresa ao deparar com seu amigo Yussuf: este segurava uma gaiola com um pequeno papagaio, cujo preço de venda era três peças de ouro!
Escandalizado, o Mulla gritou:
-- Yussuf, como se atreve a pedir tal soma por um mísero papagaio?
Yussuf encarou Nasrudin severamente e disse:
-- Fique sabendo, Mullá, que eu peço um preço justo. Este não é um pássaro qualquer: ele fala!
Sem saber o que responder, Mullá seguiu seu caminho.
Uma hora mais tarde, grande foi a surpresa de Yussuf quando viu seu amigo Mullá instalar--se ao seu lado, trazendo uma gaiola com um velho corvo.
Pregado à gaiola, um letreiro anunciava o preço: doze peças de ouro!
-- Ladrão! Escroque! -- gritou Yussuf, vermelho de raiva.
-- Você não tem vergonha de pedir um preço desses por um velho corvo depenado?
-- Não -- respondeu calmamente Mullá Nasrudin. -- É verdade que é um corvo velho, é verdade que ele não fala, mas este não é um pássaro qualquer: ele pensa!
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